Uma coalizão que representa as principais fabricantes de automóveis do mundo formalizou, na segunda-feira (2), um apelo urgente ao Congresso dos Estados Unidos. A Alliance for Automotive Innovation exige a aprovação, ainda em 2026, de uma lei que proíba de forma permanente a entrada de veículos fabricados na China no mercado norte-americano. Leia também:Vivo oferece conexão gratuita com satélites da StarlinkAmericanos decidem nas urnas o futuro político de TrumpA entidade alega que a presença dessas importações representa tanto uma ameaça à segurança nacional quanto um risco econômico para as corporações que investiram bilhões em solo americano.Pressão legislativa antes do recessoO pedido foi direcionado ao Legislativo dias antes da retomada das atividades parlamentares, prevista para a semana seguinte ao pleito de meio de mandato nos EUA. A associação quer que os congressistas usem o curto período disponível de votações para concluir a análise da proposta. John Bozzella, presidente da instituição, foi direto ao ponto: o mercado americano precisa de proteção contra a entrada em massa de importações chinesas que carregam riscos de espionagem digital.Quem integra a aliança?A coalizão reúne quase a totalidade das grandes fabricantes globais com operações nos Estados Unidos. Entre as companhias representadas estão:Aston Martin;BMW;Bugatti;Ferrari;Ford;GM;Honda;Hyundai;Isuzu;Jaguar/Land Rover;Kia;Mazda;McLaren;Mercedes-Benz;Mitsubishi;Nissan;Porsche;Stellantis;Subaru;Toyota;Grupo Volkswagen (Audi, Lamborghini e Bentley);Volvo.Barreiras já existentes, mas insuficientesO país já conta com restrições severas ao setor automotivo chinês. No início de 2025, o governo de Joe Biden adotou regulações que, na prática, impedem fabricantes da China de vender ou montar carros de passeio em território americano. O risco de coleta e envio de dados sensíveis dos condutores ao governo chinês foi o argumento central da medida. Além disso, tarifas superiores a 100% incidem sobre veículos elétricos oriundos do país asiático. Para as montadoras, porém, essas barreiras não bastam sem respaldo legal definitivo.Projeto em tramitação e obstáculos políticosA proposta de vedação permanente registrou avanço em julho de 2026, quando uma comissão do Senado deu sinal verde ao texto. Na Câmara dos Representantes, mais de 100 parlamentares já figuram como coautores da versão em análise. Ainda assim, senadores responsáveis pela iniciativa bipartidária decidiram, em setembro, postergar para novembro a tentativa de acelerar a votação. Assessores do Congresso e representantes do setor avaliam que, se os democratas assumirem o controle do Legislativo, o tempo disponível antes do encerramento da sessão, em dezembro, pode ser insuficiente para a aprovação.Outro fator de incerteza envolve o presidente Donald Trump. Em setembro, ele declarou à Fox News que estaria disposto a permitir que corporações chinesas fabricassem automóveis em solo americano, declaração que gerou desconforto imediato no setor.Europa serve de alertaBozzella usou o mercado europeu como evidência do perigo. Segundo ele, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos fabricados na China nos primeiros oito meses de 2026, volume superior ao total registrado em todo o ano de 2025. O executivo argumenta que o Congresso deve agir para evitar que o mesmo padrão se repita nos Estados Unidos, com impacto direto sobre a base industrial e de defesa do país.China rejeita as restriçõesO governo chinês já se manifestou contra iniciativas semelhantes em ocasiões anteriores. O Ministério das Relações Exteriores da China cobrou respeito às regras da economia de mercado e aos princípios da livre concorrência.Quer receber mais notícias do Brasil e do mundo? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!Autoridades de Pequim também classificaram medidas restritivas anteriores direcionadas a companhias chinesas como repressão injustificada, sem base em fundamentos econômicos legítimos.
Fonte original: http://dol.com.br/noticias/auto-dicas/967293/toyota-vw-e-mais-fabricas-pedem-banimento-de-carros-chineses
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