O futebol paraense entrou no cenário das eleições de 2026 com nomes conhecidos das arquibancadas. Dirigentes e ex-jogadores de Paysandu e Remo decidiram trocar, ao menos por um período, os gramados e os bastidores dos clubes pela disputa eleitoral. A estratégia, porém, não se traduziu em votação suficiente para garantir uma cadeira no Legislativo.Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Alberto Maia, ex-presidente do Paysandu e atual diretor de futebol do clube, terminou a eleição com 2.055 votos pelo PSD. Do lado azulino, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, presidente do Remo, recebeu 1.576 votos pelo MDB. O dirigente lançou a candidatura enquanto seguia à frente do Leão.Conteúdo relacionadoRemo traça estratégia para contar com Tchamba contra o GrêmioEmocionado, Pedro Henrique se despede do Paysandu: "cenário que sonhei"A popularidade nos clubes, no entanto, não foi suficiente para transformar a identificação com as torcidas em votos. O momento vivido por Paysandu e Remo também marcou o período eleitoral. O Papão chegou ao domingo ainda na tentativa de manter vivo o sonho do acesso à Série C, enquanto o Remo enfrentava a luta pela permanência na Série A.Em meio à pressão dentro de campo, a exposição dos dirigentes esteve diretamente associada aos desafios esportivos dos dois clubes. A realidade das arquibancadas, porém, mostrou que reconhecimento no futebol não necessariamente representa força eleitoral.Uma tentativa de unir os rivaisOutro nome ligado ao futebol tentou uma estratégia diferente. Agnaldo de Jesus, ex-jogador do Remo nos anos 1990, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PDT utilizando o nome de urna “Agnaldo e a Turma do Pampam”, em referência ao histórico torcedor do Paysandu.A tentativa de aproximar os dois lados da maior rivalidade do futebol paraense rendeu 4.202 votos. A candidatura e a ligação de Agnaldo com o Remo foram apresentadas durante a campanha, mas a votação não foi suficiente para levá-lo à Câmara.Ex-presidente do Paysandu também não consegue voltar à políticaNa disputa para deputado federal, outro nome conhecido do Paysandu também ficou pelo caminho. Luiz Omar, ex-presidente do clube, concorreu pelo União Brasil e terminou a eleição com 1.825 votos. Com isso, quatro nomes diretamente ligados ao futebol paraense encerraram a disputa eleitoral sem conseguir transformar a visibilidade construída nos clubes em mandato.
Fonte original: https://dol.com.br/esporte/esporte-para/964699/remo-e-paysandu-entram-em-campo-eleitoral-mas-candidatos-ficam-fora




