A redução dos níveis dos rios da Amazônia prevista para as próximas semanas levou a Transpetro e a Petrobras a anteciparem medidas para preservar o abastecimento de combustíveis na Região Norte. Desde a segunda quinzena de setembro, a Operação Codajás mobiliza recursos logísticos, embarcações e monitoramento contínuo para reduzir os impactos da seca, principalmente no transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha.Coordenado pelo Comitê da Vazante Amazônica, que acompanha semanalmente as condições climáticas, os níveis dos rios e o planejamento das operações, a iniciativa também tem como objetivo manter o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Polo de Urucu, contribuindo para a seguranaça energética da região.Conteúdos relacionados: Vale compra 30% de mineradora no Pará por US$ 190 milhõesIncêndios florestais: municípios proíbem queimadas para limpeza e decretam emergênciaPolítica ambiental do Pará ganha destaque em lista mundialDiante da tendência de queda dos níveis dos rios e da possibilidade de restrições maiores à navegação, o plano de contingência prevê a antecipação de recursos e o posicionamento estratégico de embarcações em pontos considerados importantes para a operação.Para a operação deste ano, dois navios gaseiros terão dedicação exclusiva: Gilberto Freyre e Jorge Amado. Também estarão disponíveis os gaseiros Oscar Niemeyer, Barbosa Lima Sobrinho, Darcy Ribeiro e Lucio Costa, além dos petroleiros Sergio Buarque de Holanda, Romulo Almeida e José Alencar.Outra medida prevista é o posicionamento do navio-tanque Epic Baluan, em Coari, que funcionará como uma estrutura de armazenamento adicional, aumentando a capacidade dos terminais existentes na região. Além disso, a estratégia inclui ainda a parceria com a Marinha do Brasil para acompanhar as embarcações e realizar a sondagem de trechos considerados críticos durante o período de vazante.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Criada em 1995, a Operação Codajás chega a 31 anos de atuação em 2026. Ao longo desse período, a iniciativa passou a integrar o planejamento logístico para enfrentar as dificuldades provocadas pelas variações nos níveis dos rios amazônicos e manter o abastecimento da Região Norte. De acordo com dados oficiais das empresas, o gás natural extraído na região responde por mais de 50% da geração de energia elétrica do Amazonas.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/para/964207/operacao-codajas-reforca-abastecimento-de-combustiveis-no-norte