A médica Marcella Segato de Sousa Melo foi afastada após enviar uma mensagem a profissionais do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, orientando que pacientes identificados como petistas não recebessem alta durante o fim de semana das eleições. O caso foi confirmado pela unidade nesta quarta-feira (07/10).A orientação foi publicada em um grupo privado de WhatsApp no dia 02 de outubro, dois dias antes do primeiro turno eleições. "Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista", escreveu Marcella na mensagem.Conteúdos relacionados: Governo adiciona 82 empregadores à lista de trabalho escravoPastor Lucinho e Igreja Lagoinha são condenados por sermão sobre beijo na filhaDiretora da COP30 critica EUA por atrapalhar avanços na política climáticaDe acordo com prints obtidos e divulgados pela TV Anhanguera, 12 integrantes do grupo teriam reagindo à publicação com emojis de risada, da bandeira do Brasil e de sinal positivo. Além disso, um participante ainda teria respondido a com "Combinado". Após a repercussão, o episódio foi denunciado ao Ministério Público de Goiás. Em nota, o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara lamentou o ocorrido e afirmou que não adota posicionamento político-partidário.Além disso, a unidade afirmou que atua seguindo os princípios da assistência pública à saúde, ética profissional e critérios técnicos e assistenciais. Segundo o hospital, as mensagens foram feitas em um grupo interno e privado de médicos e representam opiniões pessoais dos participantes, sem refletir a posição da administração ou da instituição responsável pela gestão.Já a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que adotou as medidas administrativas cabíveis assim que tomou conhecimento do episódio e reforçou às equipes a orientação para garantir atendimento adequado, ético e respeitoso a todos os usuários do SUS. Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!Além do órgão público, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) também apura a conduta da médica em processos que tramitam sob sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.Em nota enviada à imprensa, Marcella pediu desculpas às pacientes e familiares, aos colegas, internos e ao hospital, e afirmou lamentar que as mensagens tenham destoado do compromisso que, segundo ela, sempre orientou a atuação profissional. "Essas mensagens, porém, não se transformaram em conduta nem resultaram em procedimentos inadequados. Nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada. Todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos, como sempre ocorreu. Da mesma forma, nenhuma avaliação levou em conta preferência política. O voto é secreto e deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação", declarou.Além disso, a médica declarou ainda que, desde 2017, realizou milhares de partos de "mulheres de diferentes origens e convicções".
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/964900/medica-e-afastada-apos-ordem-de-prender-pacientes-petistas-em-hospital




