Mais conhecida como "Débora do Batom", a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos voltou a ser assunto nos noticiários após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a progressão da pena dela para o regime semiaberto. Assinada na última sexta-feira (02/10), a decisão não significa, porém, que ela deixará imediatamente a prisão domiciliar.Condenada a 14 anos de prisão pela participação nos atos de 08 de janeiro de 2023, Débora continuará cumprindo a pena em casa, com tornozeleira eletrônica, por ser considerada uma condição mais benéfica neste momento, segundo a determinação do ministro. Definida pela Primeira Turma do STF, a condenação dela envolve os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.Conteúdos relacionados: Senado inicia debate sobre fim da escala 6x1 nesta terça-feira (06/10)“Gay de Direita” e “Trans de Direita” ficam sem mandatoMãe de Isabella Nardoni e pai de Henry Borel são eleitosO apelido "Débora do Batom" pelo qual se tornou conhecida surgiu após imagens registrarem Débora escrevendo com batom vermelho "Perdeu, mané" na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A frase é associada a uma declaração feita pelo então ministro do STF Luís Roberto Barroso a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.Em entrevista à revista Oeste, Débora afirmou que foi induzida por um homem a fazer a inscrição. Embora não tenha entrado nos prédios do STF, do Congresso Nacional ou do Palácio do Planalto, ela foi denunciada pelos cinco crimes relacionados aos atos de 08 de janeiro e posteriormente condenada.Quem é "Deborá do Batom"?Natural de Irecê, na Bahia, Débora se mudou ainda jovem para o interior paulista. Antes de ganhar notoriedade nacional, ela levava uma vida longe dos holofotes e trabalhava como cabeleireira. Moradora de Paulínia, na região de Campinas, vivia com o marido, Nilton Cesar dos Santos, e os dois filhos, que tinham aproximadamente 11 e 8 anos quando ela foi presa. Após a denúncia feita pelos atos de 08 de janeiro, Débora foi presa preventivamente no dia 17 de março de 2023 e permaneceu detida por cerca de dois anos. Contudo, em março de 2025, Moraes substituiu a prisão preventiva pela domiciliar, após pedido da defesa e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).Na ocasião, foram determinadas medidas cautelares como monitoramento eletrônico, proibição de utilizar redes sociais e de manter contato com outros investigados, além da necessidade de autorização do STF para conceder entrevistas.Durante o processo, Débora enviou uma carta a Moraes afirmando estar arrependida. Conforme relatos divulgados na época, ela disse que foi a Brasília acreditando que participaria de uma manifestação pacífica e que só depois percebeu que o movimento havia se tornado mais intenso.Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!A progressão de regime foi concedida após a defesa comprovar o cumprimento do período mínimo exigido e a obtenção de dias de remição durante o encarceramento. Com isso, a PGR foi favorável ao pedido e informou que Débora já havia ultrapassado a fração mínima de 25% da pena necessária para a progressão.Porém, apesar da mudança para o regime semiaberto, Débora permanecerá inicialmente em casa e sob monitoramento eletrônico. A progressão pode permitir alterações na rotina, conforme as condições estabelecidas pela Justiça. 

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/brasil/964780/debora-do-batom-quem-e-a-cabeleireira-que-teve-pena-progredida-por-moraes