O diagnóstico precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura do câncer infantojuvenil e contribuir para melhores resultados no tratamento. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância de reconhecer os sinais de alerta e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes em crianças e adolescentes.Diferentemente do câncer em adultos, a doença nessa faixa etária geralmente não está associada a hábitos de vida ou a fatores ambientais. Na maioria dos casos, está relacionada a alterações celulares que ocorrem espontaneamente. A atenção dos familiares aos sintomas e a avaliação dos profissionais de saúde são fundamentais para identificar possíveis casos e iniciar a investigação.CONTEÚDOS RELACIONADOSLua Blanco era neta de famoso músico paraense que marcou a MPBArthur Aguiar descobre morte de Lua Blanco ao vivo no TikTokMorre Lua Blanco, cantora e atriz ex-Rebelde, aos 39 anosO Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento desde a avaliação inicial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o encaminhamento para serviços especializados, tratamento e acompanhamento. O cuidado envolve equipes multidisciplinares, de acordo com as necessidades de cada paciente.Quais são os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil?Entre os principais tipos de câncer que atingem crianças e adolescentes estão as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Outros tumores, como retinoblastoma, neuroblastoma, tumor de Wilms e osteossarcoma, também exigem atenção.LeucemiasAs leucemias são cânceres que afetam o sangue e a medula óssea, local onde são produzidas as células sanguíneas. Entre os sinais que podem aparecer estão palidez, anemia, febre persistente, sangramentos e dores nos ossos. Cansaço excessivo e manchas roxas sem causa aparente também merecem avaliação médica.Tumores do sistema nervoso centralEsses tumores atingem estruturas como o cérebro e podem provocar dores de cabeça persistentes, vômitos, alterações na visão e dificuldades de equilíbrio. Mudanças no comportamento, na coordenação motora ou no desempenho habitual também podem indicar a necessidade de investigação, especialmente quando persistem ou pioram.LinfomasOs linfomas, classificados principalmente em Hodgkin e não Hodgkin, afetam o sistema linfático. Podem provocar o aparecimento de caroços ou gânglios aumentados, geralmente indolores, no pescoço, nas axilas ou em outras regiões. Dor abdominal, febre persistente e falta de ar também podem ocorrer, dependendo do tipo e da localização da doença.Quer mais notícias sobre Saúde? Acesse nosso canal no WhatsAppOutros tipos de câncer que exigem atençãoAlém dos tipos mais frequentes, alguns tumores apresentam sinais específicos que podem ajudar a levantar suspeitas e levar à investigação médica.Retinoblastoma: tumor ocular que atinge principalmente crianças pequenas. Um dos sinais mais conhecidos é o reflexo branco na pupila, chamado leucocoria ou, popularmente, “olho de gato”, que pode ser percebido em fotografias com flash.Tumor de Wilms: tumor que afeta os rins, principalmente em crianças, e pode provocar aumento do volume abdominal ou uma massa palpável.Neuroblastoma: tumor que pode surgir em estruturas do sistema nervoso simpático, frequentemente nas glândulas suprarrenais. Entre as manifestações possíveis estão aumento do abdômen e presença de massa palpável.Osteossarcoma: tipo de câncer ósseo que pode causar dor persistente nos ossos, inchaço e caroço na região afetada.A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que a criança tenha câncer. Muitas manifestações também podem estar relacionadas a doenças comuns na infância. No entanto, sintomas persistentes, progressivos ou sem explicação devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Ministério da Saúde (@minsaude)Como funciona o diagnóstico pelo SUS?A investigação pode começar na Unidade Básica de Saúde, que é a principal porta de entrada do SUS. Durante a consulta, os profissionais avaliam os sintomas, o histórico da criança ou do adolescente e os sinais identificados no exame clínico.Quando há suspeita de câncer, o paciente pode ser encaminhado para um serviço especializado, onde são realizados os exames necessários para esclarecer o diagnóstico. Se a doença for confirmada, a criança ou o adolescente é direcionado ao tratamento e ao acompanhamento por uma equipe de profissionais de diferentes áreas.O cuidado pode envolver médicos, profissionais de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e outros especialistas, conforme a necessidade de cada caso. O acompanhamento busca atender não apenas às necessidades clínicas, mas também ao bem-estar emocional e social do paciente e de sua família.Diagnóstico precoce pode aumentar as chances de curaA orientação do Ministério da Saúde é que pais, responsáveis e cuidadores fiquem atentos a mudanças persistentes na saúde das crianças e dos adolescentes. Febre prolongada, palidez, sangramentos sem causa aparente, dores frequentes, caroços, alterações na visão e dores de cabeça recorrentes são exemplos de sinais que merecem avaliação.Não é necessário esperar que os sintomas se agravem para procurar atendimento. A recomendação é levar a criança ou o adolescente à unidade de saúde mais próxima quando houver manifestações persistentes ou preocupantes.O diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado e ao acompanhamento integral, pode aumentar as chances de cura e melhorar a qualidade de vida durante e após o tratamento. Informações sobre os serviços e as políticas públicas de saúde estão disponíveis no portal oficial do Ministério da Saúde.
Fonte original: https://dol.com.br/noticias/te-cuida/965922/cancer-infantojuvenil-conheca-os-tipos-e-sinais-de-alerta




