A ocorrência de quatro crianças resgatadas após um princípio de afogamento na Praia do Marahú, em Mosqueiro, no último domingo (20/09), reforça um alerta importante para famílias que frequentam praias e balneários: a prevenção de afogamentos de crianças exige supervisão constante, escolha de locais seguros e atenção às condições da água.Segundo as informações disponíveis, no caso registrado em Mosqueiro, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará foi acionado e retirou as vítimas da água, que receberam atendimento após o resgate. As circunstâncias do incidente ainda não foram detalhadas, mas o episódio ocorreu em uma das áreas mais movimentadas do distrito de Belém, onde muitas famílias aproveitam os fins de semana.CONTEÚDO RELACIONADOQuatro crianças são resgatadas após se afogarem em MosqueiroCriança de cinco anos morre após se afogar em rio no ParáCriança de 4 anos morre afogada em piscina de casa em MarabáAFOGAMENTO PODE ACONTECER RAPIDAMENTEO afogamento nem sempre envolve gritos ou movimentos que chamem a atenção de quem está por perto. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o acidente pode ocorrer de maneira silenciosa e que crianças pequenas têm dificuldade para reconhecer e escapar de uma situação de perigo dentro da água.Quer mais notícias locais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.Por isso, estar próximo não significa apenas permanecer no mesmo ambiente. Crianças pequenas devem ficar sob supervisão direta e contínua de um adulto, especialmente durante o banho de mar, em rios, igarapés, lagos e balneários.ESCOLHA UMA ÁREA SEGURA PARA O BANHOAntes de permitir que a criança entre na água, os responsáveis devem observar as condições do local e procurar áreas sinalizadas e com presença de guarda-vidas ou equipes de salvamento.No caso das praias, a orientação é buscar informações com os profissionais que atuam no local sobre os pontos mais seguros para banho. Também é importante respeitar placas e bandeiras de advertência e manter distância de pedras, píeres, embarcações e regiões com correnteza.ATENÇÃO ÀS CORRENTES DE RETORNONo mar, um dos principais riscos são as correntes de retorno, que podem arrastar a pessoa para áreas mais profundas. A SBP orienta que os banhistas aprendam a identificar sinais que podem indicar essas correntes, como regiões de água mais escura ou com menor quantidade de ondas e espuma.Se uma criança for levada pela corrente, o adulto não deve entrar na água de forma impulsiva e se colocar em risco. O mais seguro é procurar imediatamente ajuda dos guarda-vidas.BOIA NÃO SUBSTITUI A SUPERVISÃOUm erro comum é acreditar que uma boia é suficiente para impedir um afogamento. Segundo a SBP, dispositivos infláveis não devem ser tratados como substitutos da supervisão de um adulto. Para atividades em embarcações, o equipamento indicado é o colete salva-vidas adequado, mas mesmo nesse caso a criança não deve ficar sozinha na água.Brinquedos e outros objetos também podem atrair a criança para regiões mais profundas. Por isso, é importante evitar estímulos que façam os pequenos se afastarem dos responsáveis.ENSINE REGRAS DE SEGURANÇA ANTES DO PASSEIOA prevenção começa antes de chegar à praia ou ao balneário. Crianças devem aprender que não podem entrar na água sozinhas, empurrar colegas, realizar brincadeiras de risco ou ignorar as sinalizações existentes.A SBP também recomenda que crianças com 4 anos ou mais aprendam a nadar e desenvolvam comportamentos seguros na água, preferencialmente com profissionais qualificados. As aulas, porém, não eliminam a necessidade de acompanhamento de um adulto.O QUE FAZER DIANTE DE UMA EMERGÊNCIAAo perceber que uma criança está se afogando, a orientação é acionar imediatamente os profissionais de salvamento presentes no local. Em uma emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser chamado pelo 193.A recomendação dos bombeiros é evitar que uma pessoa sem treinamento entre na água para tentar realizar o resgate, pois ela também pode se tornar vítima.O Ministério da Saúde também destaca a prevenção como estratégia fundamental para reduzir acidentes por afogamento, com ações voltadas à criação de ambientes mais seguros e à educação da população.CHECKLIST PARA UM DIA SEGURO NA PRAIAAntes de deixar a criança entrar na água, os responsáveis devem:escolher um local sinalizado e, de preferência, próximo aos guarda-vidas;manter a criança sempre sob supervisão direta;respeitar placas, bandeiras e orientações dos profissionais;evitar áreas com correntezas, pedras, píeres e embarcações;não confiar em boias infláveis como equipamento de segurança;utilizar colete salva-vidas adequado em embarcações;ensinar a criança a não nadar sozinha;evitar brincadeiras que envolvam empurrões ou mergulhos perigosos;procurar ajuda imediatamente diante de qualquer situação de risco.O caso registrado no Marahú serve como lembrete de que, em praias e balneários, a prevenção de afogamentos de crianças depende de atenção permanente. Mesmo em locais aparentemente tranquilos e movimentados, poucos segundos podem ser suficientes para transformar um passeio em uma emergência.

Fonte original: https://dol.com.br/noticias/para/963341/afogamentos-de-criancas-como-prevenir-acidentes-em-praias-e-balnearios